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  • Reutilização de Painéis Sandwich: Da Ambição Circular à Viabilidade Técnica

    Os painéis sandwich metálicos são amplamente utilizados em fachadas e coberturas de edifícios industriais e logísticos. Apesar do seu elevado valor incorporado, a maioria destes elementos é descartada quando os edifícios são adaptados ou renovados. A questão central do nosso estudo foi simples: O que é necessário para tornar viável a reutilização de painéis sandwich em escala? 🔗 Artigo completo (MDPI): https://www.mdpi.com/2071-1050/18/5/2454 🎧 Podcast (em inglês): Graphical Abstract - Enabling Circular Reuse of Sandwich Panels Metabolismo Urbano e Economia Circular na Construção Partindo de uma perspetiva de metabolismo urbano , analisámos o stock instalado de painéis sandwich em Portugal, Espanha e França. Verificou-se que existe um volume significativo de material a aproximar-se do fim do primeiro ciclo de uso. Em teoria, estes painéis são bons candidatos à economia circular: são modulares têm elevado teor de aço muitas substituições ocorrem antes da falha técnica Na prática, porém, a reutilização permanece limitada devido a: danos na desmontagem falta de dados de condição incerteza técnica e de responsabilidade O problema central é a falta de confiança no mercado secundário . Uma Abordagem Integrada Para responder a este desafio, desenvolvemos um workflow que combina: recuperação controlada de fachada inspeção com UAV deteção automática de danos com deep learning passaporte de materiais ligado ao BIM análise LCC e LCA O objetivo foi transformar painéis desmontados em ativos tecnicamente verificáveis . A Estratégia de Manuseamento Importa Um dos resultados mais relevantes foi a comparação entre duas estratégias de desmontagem. A abordagem com sistema integrado apresentou: cinco vezes mais dano mecânico maiores tempos operacionais maior complexidade de controlo Isto demonstra que a circularidade começa no estaleiro: a qualidade da recuperação depende fortemente da lógica de manuseamento. Inspeção UAV e Quantificação de Danos Foi implementado um sistema de inspeção com drone (UAV)  e segmentação por Mask R-CNN para detetar e localizar defeitos. O método permitiu: mapear danos em 3D quantificar área afetada associar resultados a cada painel No piloto, foram identificados 4 845,90 cm² de dano mecânico  em 10 painéis. Mais importante do que o valor absoluto foi a criação de dados auditáveis e comparáveis . Passaporte de Materiais: Da Sucata ao Ativo A informação de inspeção foi integrada num passaporte digital de materiais  ligado ao BIM. Cada painel passa a dispor de: propriedades declaradas indicadores de condição métricas ambientais (GWP) suporte à decisão de reutilização Isto reduz a assimetria de informação que hoje bloqueia o mercado. O Que Diz o Mercado O estudo de stakeholders revelou um padrão claro: elevada aversão ao risco preferência por soluções certificadas o preço sozinho não desbloqueia a reutilização A conclusão é inequívoca: Sem dados técnicos verificáveis, não haverá mercado de segunda mão robusto. Conclusão A reutilização de painéis sandwich é tecnicamente possível, mas exige mais do que boas intenções. Requer: recuperação de alta qualidade inspeção digital robusta passaportes de materiais interoperáveis modelos de confiança de mercado A combinação de UAV, deep learning e BIM  desenvolvida no âmbito do Digimatria demonstra um caminho viável para transformar resíduos potenciais em recursos circulares.

  • DIGIMATRIA no II Iberoconstruct: BIM e Digitalização da Construção

    Abertura do evento e mensagens institucionais O primeiro dia do II Iberoconstruct – Encontro Ibero-Brasileiro da Construção reuniu decisores públicos, empresas e universidades na Universidad Politécnica de Madrid para debater a transformação do setor através da industrialização, da inovação tecnológica, da sustentabilidade e da evolução dos modelos contratuais. Na sessão inaugural, com intervenções de José Miguel Atienza , Miguel Ángel Carrillo , Fernando Santos  e Humberto Varum , ficou clara a necessidade de reforçar a previsibilidade dos projetos, a qualidade técnica das entregas e a transparência nos processos de obra pública. Estes temas cruzam-se diretamente com a ambição do DIGIMATRIA  de utilizar gémeos digitais de edifícios para apoiar o comissionamento técnico, a manutenção preventiva — em particular de fachadas — e a resolução antecipada de conflitos contratuais. Abertura do II Iberoconstruct – Encontro Ibero-Brasileiro da Construção O setor da construção em Espanha — Julián Núñez Na sua intervenção detalhada, Julián Núñez , Presidente da SEOPAN, traçou um retrato das pressões económicas, ambientais e regulatórias que moldam o setor espanhol. Saúda-se a mentalidade de fomento do governo espanhol com investimentos estratégicos em infra-estruturas, integrados numa estratégia de médio prazo e a necessidade de manutenção das existentes. Análise de investimentos prioritários de infra-estruturas em Espanha - SEOPAN - Julián Nuñez O setor da construção em Portugal e Brasil — Humberto Varum e Fernanda Fernandes Marchiori A análise ibérica e brasileira contou com Humberto Varum  e com a apresentação de Fernanda Fernandes Marchiori  (Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do grupo GESTCON) sobre os desafios das licitações públicas no Brasil. Estas intervenções enfatizaram a importância da transparência e da consistência da informação além-fronteiras — objectivos que dependem cada vez mais de modelos digitais partilhados que ligam o planeamento, a execução e a supervisão. Mesa-redonda: Dinâmicas do setor — moderação de Carlos Ursúa Moderada por Carlos Ursúa , a mesa contou com Concha Santos , Esther Ahijado , Fernanda Fernandes Marchiori  e Jorge Moreira da Costa , debatendo industrialização, governação e internacionalização. O debate sublinhou a importância da rastreabilidade técnica e da transparência na tomada de decisão, princípios que se alinham com o uso de gémeos digitais como repositórios vivos de informação de obra e referência comum em processos de aceitação e auditoria técnica. Inovações na indústria da construção — Carlos Martínez Bertrand Carlos Martínez Bertrand , Diretor da Plataforma Tecnológica da Construção, abordou estratégias para acelerar a adoção de inovação no setor. Destacou como dínamos, a experimentação digital e os projectos-piloto como essenciais para ligar a investigação e a prática, particularmente em áreas como a monitorização de locais, a integração de dados e os sistemas de planeamento avançados. Livro branco de robótica na construção da PTEC - Carlos Martinez Bertrand Industrialização e robótica: construção modular 3D — Rui Garcia Na sua apresentação, Rui Garcia  descreveu a estratégia da Garcia, Garcia S.A. através da marca AMB e o recurso crescente a casas de banho pré-fabricados no mercado residencial destancando o projeto Hines. Digimatria - Gémeo digital de edifícios industriais - Rui Garcia A discussão sobre controlo de qualidade, interfaces construtivas e validação técnica no momento da entrega evidenciou a importância de sistemas digitais capazes de documentar conformidades e não-conformidades durante o comissionamento — uma área onde a DIGIMATRIA pode desempenhar um papel relevante ao estruturar evidência técnica associada ao modelo digital do edifício. Comunicar a sustentabilidade: passaporte digital de produtos — Pedro Mêda Pedro Mêda  (Universidade do Porto / ICS) apresentou a lógica do passaporte digital de materiais como instrumento para documentar desempenho, circularidade e impacto ambiental. Passaporte digital de produtos de construção - Pedro Mêda Integrar esta informação no gémeo digital do edifício é um passo natural para a DIGIMATRIA, permitindo ligar materiais de fachada e sistemas construtivos a planos de manutenção preventiva, avaliações de durabilidade e relatórios técnicos de suporte à gestão do ativo. Novos materiais — Jaime Gálvez O professor Jaime Gálvez  (UPM) abordou soluções emergentes e a necessidade de monitorizar o seu comportamento real ao longo do tempo. O destaque vai para o desenvolvimento de soluções que contrariem fenómenos de degradação de betão por agentes exteriores como a carbonatação e a corrosão de armaduras cumprindo as metas de redução da pegada de carbono. Cimentos LC3 como alternativa aos cimentos com clinquer - Jaime Galvéz BIM e gémeos digitais — Marcos García Na sessão dedicada ao BIM, Marcos García  destacou a evolução para gémeos digitais de grande escala capazes de representar projetos inteiros com níveis de detalhe muito elevados. Foram apresentados exemplos como a circunvalação de Madrid M-30 com mais de 200 000 objetos interligados , integrando geometria, planeamento e dados de manutenção. Esta abordagem coincide com a ambição da DIGIMATRIA de transformar modelos BIM em plataformas vivas para apoio ao comissionamento, à exploração do edifício e à gestão técnica ao longo do ciclo de vida. Gémeo digital da circunvalação M-30 em Madrid - Marcos García Mesa-redonda: O futuro da construção — moderação de Tiago Teixeira Martins Moderada por Tiago Teixeira Martins , a mesa contou com Hipólito Sousa , Francisco Reis  (CEO da BIMMS), Gómez Hermoso  (UPM Innovación Caminos), Antonio Gómez  (CDTI) e Antonio Ramírez  (Diretor de Inovação da Sacyr). O debate reforçou a importância da interoperabilidade, financiamento à inovação e plataformas digitais transversais e atratividade do setor. Mesa-redonda: O futuro da construção Conclusão O Dia 29 do II Iberoconstruct demonstrou que a industrialização, a sustentabilidade e a digitalização estão cada vez mais interligadas. As sessões sobre modularização, BIM, passaportes digitais de materiais e governação convergiram na necessidade de dados fiáveis e de modelos digitais integrados ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos. É neste contexto que a DIGIMATRIA  se posiciona: utilizando gémeos digitais de edifícios para antecipar patologias, apoiar a manutenção preventiva de fachadas, reforçar processos de comissionamento e fornecer base técnica sólida para a gestão contratual e a resolução de litígios.

  • Para além de Sucata: Estratégias Baseadas em Dados para reutilizar Painéis Sandwich

    Este artigo explora os resultados de um estudo de métodos mistos realizado na Península Ibérica e França. Ao combinar o Metabolismo Urbano  com um inquérito a stakeholders  e entrevistas industriais, identificamos por que razão a circularidade permanece estagnada no setor da construção industrial e como as ferramentas digitais podem — ou não — colmatar esta lacuna. 1. Metabolismo Urbano: A Janela de Intervenção de 2030 O conceito de Metabolismo Urbano trata o ambiente construído como um stock  "vivo" de materiais. Entre 2005 e 2015, Portugal, Espanha e França registaram uma expansão massiva de centros logísticos e industriais, resultando num stock  de 240 milhões de m²  de painéis sandwich com faces de aço. À medida que estes edifícios atingem um ciclo de renovação de 20 a 25 anos, espera-se uma "onda" de remoções entre 2025 e 2030 . Este timing  é crítico. Atualmente, estes painéis são tratados como resíduos para serem reciclados como sucata de aço. No entanto, como muitos são removidos devido a mudanças funcionais nos edifícios e não por degradação técnica, representam um "reservatório antropogénico" significativo de componentes funcionais. Área estimada de painéis sanduíche (instalados entre 2005 e 2015) em Portugal, França e Espanha, com base em dados do Eurostat. 2. Realidades Qualitativas: Insights de 5 Entrevistas-Chave Para contextualizar os dados, realizámos entrevistas semiestruturadas com cinco atores-chave: proprietários de edifícios, subempreiteiros de demolição e projetistas. Estas entrevistas revelaram motivos "latentes" que os inquéritos muitas vezes ignoram: A Fragilidade da Logística:  Especialistas em demolição referiram que a "desconstrução seletiva" raramente é orçamentada nos contratos. Sem um comprador claro, o custo da remoção cuidadosa ( 6–9 €/m² ) é visto como uma perda financeira em comparação com a demolição rápida. O Vazio do Seguro:  Os projetistas expressaram que, mesmo com dados perfeitos, a falta de uma "avaliação de conformidade" padronizada para segurança contra incêndios torna a especificação de painéis reutilizados um risco profissional que não estão dispostos a assumir. Resistência Cultural:  As entrevistas destacaram uma "cultura de risco" organizacional onde o novo é sempre sinónimo de "seguro", independentemente do que os dados dizem sobre o desempenho residual do material. 3. Cenário 1: Construção de Novo Armazém Apresentámos três níveis de aquisição para uma nova construção a 11 stakeholders  que gerem projetos superiores a 15.000 m²: Opção A (Novo - 40 €/m²):  A escolha padrão para 70% dos inquiridos. Opção B (Reutilização Certificada - 30 €/m²):  Painéis usados com deteção de danos e estimativas de vida útil. Opção C (Reutilização Ad-hoc - 20 €/m²):  Painéis não certificados. O Veredito:  Embora a Opção B seja a mais sustentável de acordo com os dados da Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), carece do quadro legal para competir com a Opção A. A Opção C foi amplamente rejeitada, provando que a poupança de custos por si só não consegue criar um mercado secundário. Cenário 1: opções para novo armazém: a) Avaliação do custo do ciclo de vida e b) Avaliação do ciclo de vida elementar. Opção A - painel novo (40 €/m²), Opção B - painel usado reparado, incluindo detecção de danos e estimativas de vida útil (30 €/m²) e Opção C: painel reutilizado sem certificação (20 €/m²). 4. Cenário 2: Intervenções em Armazéns Existentes Na gestão de um ativo envelhecido, foram avaliadas quatro estratégias: Opção A:  Substituição total (40 €/m²). Opção B:  Reparação direcionada e adiamento da substituição (26 €/m²). Opção C:  Substituição por painéis reutilizados certificados (33 €/m²). Opção D: Reparação Ad-hoc (15 €/m²):  Remendos localizados e não certificados. A Conclusão:  A Opção D foi fortemente rejeitada . Os stakeholders  viram-na como uma solução "penso rápido". A falta de certificação técnica torna-a inviável para os padrões de segurança e seguros industriais, pois oferece previsibilidade zero quanto ao desempenho futuro ou valor de revenda do edifício. Cenário 2: opções para armazém existente: a) Avaliação do custo do ciclo de vida e b) Avaliação elementar do ciclo de vida. Opção A - substituição total (40 €/m²), Opção B - reparação do painel usado e adiamento da substituição por painéis sanduíche novos (26 €/m²), Opção C - substituição por painéis reutilizados certificados (33 €/m²) e Opção D - reparação pontual (15 €/m²). 5. Motores Financeiros: Realidades de LCC e ACV CAPEX vs. OPEX:  Painéis novos (alto CAPEX) são a rota segura, mas a monitorização digital permite uma mudança para um OPEX otimizado. Ao reparar em vez de substituir, os proprietários podem prolongar a vida útil, embora isto exija dados de alta qualidade para justificar o investimento. O Conflito:  Os dados de ACV sugerem que a reutilização é a única forma de atingir metas agressivas de redução de carbono. No entanto, o LCC da "desconstrução seletiva" aproxima frequentemente o preço de revenda de um painel reutilizado ao de um novo, dificultando a justificação do risco percebido. 6. O Passaporte de Material: Uma Solução Parcial Um Passaporte de Material integrado em BIM visa resolver a Lacuna de Informação , registando classificações de fogo, composição do núcleo e níveis de corrosão. Exemplo do layout de um relatório PDF gerado a partir de um passaporte de material IFC de um painel sandwich. Crítica à Abordagem do Passaporte:  O Passaporte de Material não é uma "solução milagrosa". Permanecem obstáculos significativos: Desfasamento de Responsabilidade:  Um passaporte fornece dados, mas não uma garantia legal. Se um painel reutilizado falhar, o detentor do passaporte não é necessariamente a parte responsável, criando um vazio legal. Fricção Logística:  Dados digitais não resolvem o problema físico do armazenamento de painéis volumosos. O desfasamento temporal entre a oferta (demolição) e a procura (nova construção) continua a ser um grande entrave. Custo dos Dados:  O trabalho necessário para inspeções de alta tecnologia (drones/sensores) pode degradar a vantagem de preço da reutilização, tornando a opção circular potencialmente mais cara do que o material virgem. Na economia circular, um painel sem dados é apenas sucata — mas um painel com passaporte é um ativo na redução do risco da construção do futuro.

  • A Ciência das Anomalias: O Pilar da Manutenção Preditiva no Projeto DigiMaTRIA

    O Desafio da Durabilidade Industrial No panorama da Indústria 5.0, a integridade estrutural dos ativos é um fator crítico para a continuidade operacional e sustentabilidade económica. No centro desta problemática encontram-se os painéis sanduíche , sistemas construtivos multicamada amplamente adotados em infraestruturas industriais devido à sua eficiência térmica e relação resistência/peso. Contudo, a exposição a ambientes agressivos sujeita estes elementos a uma degradação complexa. No âmbito do projeto DigiMaTRIA , a compreensão profunda das anomalias não é apenas um exercício de diagnóstico, mas o motor para a criação de um sistema de gestão digital inteligente e preditivo. O Ecossistema de Degradação: Agentes e Mecanismos A investigação desenvolvida pelo DigiMaTRIA identifica que a durabilidade dos painéis sanduíche é ameaçada por uma sinergia de agentes externos: Agentes Químicos e Corrosão:  Em ambientes costeiros ou industriais, a presença de cloretos, dióxido de enxofre ($SO_2$) e humidade elevada acelera a corrosão galvânica e por picadas. Estes agentes atacam as camadas protetoras de aço, levando à perda de secção e comprometendo a aderência entre as faces e o núcleo. Agentes Físicos e Mecânicos:  Flutuações térmicas extremas provocam tensões de expansão diferencial, resultando no fenómeno de blistering  (empolamento) ou na delaminação do núcleo. Além disso, impactos mecânicos e pressão de vento impõem solicitações que testam a resistência ao corte do material isolante (PUR, PIR ou Lã de Rocha). Agentes Eletromagnéticos (UV):  A radiação ultravioleta degrada os revestimentos orgânicos e poliméricos, tornando-os quebradiços e permitindo a infiltração de outros agentes agressivos. Agentes Biológicos:  O desenvolvimento de fungos e microrganismos não afeta apenas a estética; a atividade biológica pode produzir subprodutos ácidos que catalisam a corrosão biológica (MIC). Tipologia de mecanismos de degradação por agentes externos, classe e exemplo. De Anomalias a Dados: A Abordagem DigiMaTRIA O diferencial do projeto DigiMaTRIA  reside na transposição deste conhecimento físico-químico para o domínio digital. A detecção de anomalias — como descoloração, corrosão visível, deformação ou descolamento — deixa de ser uma observação passiva para se tornar um ponto de dados num modelo BIM 7D  (Building Information Modeling focado na manutenção). A engenharia do projeto utiliza a Inteligência Artificial (IA)  para classificar estas anomalias através de visão computacional, treinada com base nos padrões de degradação identificados na revisão bibliográfica. Ao cruzar estas imagens com dados de sensores IoT , o DigiMaTRIA consegue prever a progressão da patologia antes que esta atinja um estado crítico de falha. Granulometrias das camadas de ferrugem na chapa exterior exposta 2 anos a diferentes tipos de atmosferas. O Ciclo de Vida e a Manutenção Inteligente Para os engenheiros e gestores de ativos, a importância de focar nas anomalias reside na otimização do Ciclo de Vida (LCC) . A manutenção corretiva é dispendiosa e disruptiva; a manutenção preditiva, proposta pelo DigiMaTRIA, baseia-se na "assinatura de degradação" de cada ativo. A integração de agentes robóticos autónomos para inspeção permite uma recolha de dados sistemática e segura, eliminando o erro humano e garantindo que cada anomalia detetada seja georreferenciada no Digital Twin  (Gémeo Digital) da unidade industrial. Formação de bolhas em painel sandwich de fachada. Uma Nova Fronteira na Engenharia de Manutenção As anomalias em painéis sanduíche são os sintomas de um sistema sob stress. O projeto DigiMaTRIA eleva a análise destas falhas a um novo patamar tecnológico, onde o diagnóstico assistido por IA e a gestão robótica transformam a preservação de ativos industriais numa ciência exata e eficiente. Apostar no DigiMaTRIA é apostar na resiliência das infraestruturas industriais, garantindo que o conhecimento sobre a degradação dos materiais se traduza em valor acrescentado e segurança operacional a longo prazo. Para saber mais consulte o artigo científico apresentado no CIRMARE 2025 , devoto à revisão bibliográfica de anomalias de painel sandwich em edifícios industriais.

  • Conheça o projeto Digimatria - Manutenção preditiva de edifícios industriais

    Conheça o projeto Digimatria - Reunião de Kick-Off com Garcia, Gar.com, ISEP e INESC-TEC O que é o projeto Digimatria? O projeto DigiMaTRIA propõe uma abordagem holística para a manutenção de ativos industriais. O nosso objetivo principal é desenvolver uma plataforma de Gémeo Digital, para atuar como a principal ferramenta de apoio à decisão para os gestores de manutenção. O Consórcio e a Arquitetura do Projeto Liderado pela Garcia, Garcia, uma empresa de construção especializada no setor industrial, este consórcio reúne indústria e ciência — com o ISEP, o INESC TEC e a Gar.com — para desenvolver tecnologias que integram o ativo físico, o modelo virtual e a plataforma digital, criando um ciclo contínuo de informação que apoia decisões de manutenção mais informadas. Da Inspeção à Ação As abordagens tradicionais de manutenção estão a ser substituídas por manutenção preditiva baseada na condição, exigindo uma transformação digital na gestão da manutenção, apoiada em tecnologias digitais. O serviço DigiMaTRIA inicia-se com a recolha de dados do ativo industrial, através de drones com sensores avançados e de uma rede IoT de sensores estáticos que monitoriza continuamente as condições ambientais e estruturais do edifício. A informação recolhida é processada por um sistema de inteligência artificial que, através de deep learning, deteta e mapeia anomalias com alta precisão, prevendo a evolução da degradação dos ativos e permitindo otimizar as intervenções de manutenção. Marcos e Encerramento A reunião de lançamento do projeto DigiMaTRIA aconteceu em 27 Março de 2025. Com este kick-off, demos início a uma jornada de 3 anos, onde trabalharemos para validar as nossas soluções em edifícios reais. O DigiMaTRIA promove um futuro sustentável, combinando digitalização e inovação tecnológica para prolongar a vida útil dos ativos industriais. Financiamento DigiMaTRIA - Gestão Digital da Manutenção de Ativos Industriais com auxílio de Tecnologia Robótica e Inteligência Artificial Projeto financiado ao abrigo do NORTE 2030 e FEDER com designação NORTE2030-FEDER-00587800 e financiamento de €989.488,32.

  • 2ª reunião de consórcio do DIGIMATRIA impulsiona desenvolvimento tecnológico

    O projeto DIGIMATRIA realizou , no dia 20 de Novembro, a sua segunda reunião de consórcio no ISEP, marcando o arranque de uma fase de maior envolvimento técnico entre todos os parceiros. Este encontro, integrado na planificação do projeto co-financiado pelo Norte 2030 e pela comissão europeia, permitiu alinhar prioridades e consolidar o rumo para os próximos meses.   Durante a sessão foram discutidas as necessidades dos utilizadores finais — com destaque para as equipas de manutenção — bem como o alinhamento com a legislação europeia relativa a materiais de construção e aos critérios de caracterização da degradação induzida por agentes exteriores. Foram também definidos os princípios para um setup de sensores dedicado à monitorização pervasiva de ativos industriais, incluindo o uso de drones, e debatidos os requisitos do sistema de gémeo digital, que integrará vários componentes tecnológicos existentes ou a desenvolver ao longo do projeto.   O consórcio, constituído pelo INESC TEC, ISEP, Garcia, Garcia S.A. e Gar.COM , prevê para os próximos seis meses a implementação do primeiro edifício monitorizado, dando início à validação integrada dos módulos de sensorização, diagnóstico e gémeo digital. 2ª reunião consórcio Digimatria no ISEP - Garcia, Gar.Com , ISEP, INESC-TEC

  • Lançamento de Cluster Portuguese Circularity (CPC)

    O lançamento do Cluster Portuguese Circularity (CPC)  no dia 18 de Novembro marcou um momento relevante para o ecossistema nacional da economia circular, reunindo entidades públicas, empresas, centros de investigação e estruturas de apoio ao empreendedorismo. Portugal a Entrar na Circularidade: o Impulso do CPC A sessão de abertura, conduzida por João Nunes, presidente do CECOLAB, e por Aires Pereira, presidente da Associação Smart Waste Portugal (ASWP), enfatizou a importância estratégica do cluster para reforçar a competitividade do país num contexto europeu cada vez mais exigente. Ambos salientaram que Portugal precisa de acelerar a transição circular e colocar as suas iniciativas no radar europeu, criando massa crítica e abrindo caminho à cooperação internacional. João Nunes - Presidente Cecolab. Luísa Magalhães - Diretora Smart Waste Portugal. Aires Pereira destacou o papel determinante dos membros da ASWP e das organizações que integram o CPC, recordando que a circularidade está longe de ser apenas um conceito ambiental: trata-se de uma transformação económica, industrial e cultural. Com uma taxa de circularidade nacional ainda situada nos 2,8%, bastante abaixo da média europeia de 11%, reforçou a urgência de aumentar a vida útil dos materiais, fomentar novos modelos de negócio e envolver ativamente os setores industriais. Sublinhou igualmente que a celebração dos dez anos da ASWP coincide com uma nova fase para o país, onde se pretende consolidar práticas circulares e aproximar a economia portuguesa das metas definidas pela Comissão Europeia. Aires Pereira - Presidente Smart Waste Portugal. Seguiu-se a participação de Octávio Borges, da direção de Empreendedorismo e Inovação do IAPMEI, que reforçou o papel dos clusters como motores de competitividade e de internacionalização. Ao referir que Portugal possui um volume de negócios industrial superior a 112 mil milhões de euros, sublinhou que a colaboração entre empresas — sobretudo entre grandes empresas, PME e startups — é decisiva para alcançar taxas de crescimento superiores a 35%. Destacou ainda que o CPC pode funcionar como um espaço de articulação de políticas públicas, monitorização de oportunidades, partilha de informação sobre financiamentos e criação de visibilidade para iniciativas inovadoras. O otimismo, disse, não deve ser ingénuo, mas sustentado na capacidade real de crescer através da cooperação. Octávio Borges - Direção de empreendedorismo e inovação do IAPMEI. Na sequência, Luís Matias, coordenador da IIBT Pinhal Interior, chamou a atenção para a necessidade de reforçar a coesão territorial. Referiu que muitas regiões do interior carregam um sentimento de abandono, mas sublinhou exemplos modelares como o BLC3, em Lagares da Beira, demonstrando que a inovação é possível mesmo em territórios menos favorecidos. O CPC, afirmou, pode contribuir para diminuir assimetrias e aproximar conhecimento, investimento e indústria. Luís Matias - Coordenador da IIBT Pinhal Interior. Alexandra Rodrigues, vice-presidente da CCDR Centro, acrescentou perspetivas sobre a gestão de fundos, salientando que o cluster terá um papel decisivo na identificação e estruturação de oportunidades de financiamento para empresas e startups que estejam a desenvolver soluções para a economia circular. Reforçou também a importância da articulação com outros clusters europeus e manifestou a ambição de criar uma feira internacional dedicada à promoção de serviços e tecnologias de circularidade, capaz de posicionar Portugal como um polo de referência. Alexandra Rodrigues - Vice-Presidente da CCDR Centro. A apresentação formal do CPC, conduzida por Filipa Figueiredo, diretora executiva do cluster, enquadrou a visão estratégica e operacional desta iniciativa. Definiu prioridades claras: reforçar a colaboração multissetorial, dinamizar projetos conjuntos, apoiar a digitalização verde das empresas e promover uma transição baseada em evidência científica e métricas robustas. Entre os setores destacados a fileira dos bioresíduos, dos têxteis e da construção mereceram destaque. Esta introdução estabeleceu o contexto ideal para o momento mais esperado do evento: a palestra de Miguel Brandão. Filipa Figueiredo - Diretora CPC. Ambição do CPC em aumentar taxa de circularidade dos atuais 2.8% para 5.0% até 2030. Circularidade: Entre Intuição, Dados e Complexidade O keynote do professor Miguel Brandão , do Royal Institute of Technology (KTH) de Estocolmo, trouxe uma perspetiva aprofundada e provocadora sobre a avaliação integrada de sistemas, destacando a complexidade da medição da sustentabilidade. Partindo da evolução do uso global de recursos nos últimos 50 anos, mostrou que o mundo está longe de atingir um ponto de inflexão na redução da exploração de matérias-primas, e que os combustíveis fósseis continuam a dominar o panorama energético. Apesar do crescimento das renováveis, a dependência global mantém-se elevada. Miguel Brandão - Professor na KTH - Perspectiva de ACV na circularidade Brandão partilhou um conjunto de lições contra-intuitivas derivadas de análises de ciclo de vida (ACV), demonstrando que escolhas aparentemente sustentáveis podem, em determinados contextos, gerar impactos maiores do que as alternativas convencionais. Exemplos como a comparação entre carne produzida localmente versus importada, o impacto real dos biocombustíveis ou os limites da substituição do plástico evidenciam a necessidade de uma abordagem mais rigorosa e menos intuitiva. Materiais poliméricos com desempenho competitivo na ACV face a alternativas. Sublinhou que a ACV não é uma ciência exata: existe uma multiplicidade de métodos, alocações e modelações possíveis — chegando a identificar mais de 12 formas diferentes de estruturar um mesmo estudo —, o que pode gerar resultados contraditórios. Por isso, defendeu maior harmonização metodológica, mais transparência e a inclusão de impactos socioeconómicos, evitando transferências de impacto que criam ilusões de sustentabilidade. Exatidão da metodologia ACV exige rigor dos técnicos. Alertou ainda para o risco crescente de greenwashing, incentivando as organizações a fundamentar as suas estratégias em indicadores robustos e não em narrativas simplificadas. Segundo o especialista, a economia circular só traz benefícios reais quando as decisões são baseadas em sistemas completos e não apenas em partes do processo. Abordagem holística de simbioses industriais pode revelar viabilidade de fluxos de sub-produtos. A sessão de encerramento, conduzida por José Francisco Rolo, reforçou o compromisso local e institucional com a dinâmica que o CPC pretende criar. Entre o dinamismo que o BLC3 empresta ao município destacou o trabalho realizado nos resíduos têxteis e a ambição consolidada 10 anos após a distinção no Regiostars em várias fileiras dos resíduos. José Francisco Rolo - Presidente câmara de Oliveira do Hospital. Digimatria e Garcia: Tecnologia, Materiais e Circularidade (na construção) em Ação As possibilidades de sinergia entre o CPC e o trabalho desenvolvido pela Garcia (na construção) revelam-se em duas frentes complementares. No projeto Digimatria , a reconstrução exploratória do gémeo digital de revestimentos e a manutenção preditiva de edifícios industriais permitem prolongar significativamente a vida útil de fachadas e coberturas. Digimatria marca presença no lançamento do CPC - Grupo Garcia. Paralelamente, na atividade da Garcia , a procura de soluções verdadeiramente circulares já se materializa em exemplos concretos. A Base Circular , resultante de uma simbiose industrial entre a LIPOR e a Harsco, demonstra como resíduos desclassificados em subprodutos podem dar origem a um material de elevado desempenho mecânico, capaz de competir com soluções tradicionais enquanto incorpora princípios de circularidade profunda. Juntas, estas abordagens — prolongamento da vida útil de materiais e criação de materiais circulares robustos — refletem o potencial do setor da Construção para transformar práticas e acelerar a transição que o CPC pretende impulsionar.

  • 🚀 Lançamento do projeto DigiMaTRIA!

    No dia 27 de março, os parceiros do DigiMaTRIA reuniram-se nas instalações da Garcia para dar início ao projeto: Garcia, Gar.Com, ISEP e INESC TEC. Juntos, estamos a desenvolver um Gémeo Digital inovador para apoiar a manutenção preditiva da envolvente de edifícios industriais. Estamos entusiasmados por trabalhar juntos neste projeto transformador – acompanhem mais novidades no LinkedIn ! 🌍🔧 Hashtag: #DigitalTwin   #PredictiveMaintenance   #Innovation   #Construction   #Technology

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